A educação escolar indígena e o respeito à diversidade
Desde que os portugueses chegaram ao Brasil, os povos indígenas foram “vítimas” da educação produzida pelo colonizador, num primeiro momento chamada de “catequização”. Ao longo dos séculos, os processos educativos elaborados pelos não-índios contribuíram com o processo de extermínio da cultura dos povos indígenas, notadamente nos aspectos religiosos e lingüísticos.
Atualmente, graças à mobilização dos povos indígenas e de setores da sociedade civil, pode-se falar em direito à educação escolar indígena inclusive como forma de resgate dos aspectos culturais e lingüísticos.
Esta edição do Ebulição demonstra que, apesar das conquistas verificadas, ainda há muito a ser feito para a concretização deste direito. O Estado brasileiro permanece violando os direitos dos povos indígenas de maneira geral, e o direito à educação escolar especificamente. Os artigos apresentados nesta edição refletem sobre esta realidade. Mas também apontam caminhos trilhados pelas comunidades indígenas na organização de projetos educativos e formação de seus professores.
Em última análise, permanece o secular desafio do respeito à diversidade.