Destaque da conjuntura educacional
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Lacunas e fragmentações marcam políticas de formação do MEC

 

A construção de uma escola de qualidade e a implementação de uma política de valorização profissional que contribua para o resgate das competências dos educadores devem estar atreladas a alguns elementos fundamentais: a formação de profissionais da educação, juntamente com o plano de carreira e a jornada de trabalho, que por sua vez devem estar vinculadas à remuneração. Estes são os elementos estratégicos que compõem a tríade defendida pela Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE). (veja Plataforma da CNTE)

Segundo a presidente da CNTE, Juçara Maria Dutra Vieira, a concepção da entidade coloca a formação como direito dos trabalhadores em educação, portanto inserida nas políticas públicas de valorização profissional e devidamente relacionada com as políticas de carreira e de salário. "A qualidade da educação pública passa necessariamente pela valorização dos educadores – professores, pedagogos e funcionários. Essa valorização nasce numa formação sólida, com habilitação específica em nível médio e superior, mas se concretiza pelo ingresso e avanço numa carreira profissional balizada por salários dignos", afirma.

A Associação Nacional pela Formação de Profissionais da Educação (Anfope) representa o pensamento acadêmico sobre a formação dos profissionais da educação. Segundo a professora Márcia Ângela Aguiar, presidente da entidade, ela defende uma política que articule a formação inicial e continuada com condições de trabalho e salários dignos unificados, vislumbrando o plano de carreira.

Para Juçara, a dificuldade de trabalhar o tema é grande, pois esta é uma área de políticas, programas e ações fragmentados e desarticulados. "Hoje, atuamos em várias frentes, e houve muitos avanços na interlocução com o Governo; mas precisamos dar uma unidade, um tratamento mais homogêneo à questão", diz.

O Secretário de Educação Básica do Ministério da Educação, Francisco das Chagas Fernandes, concorda com a crítica. No entanto, em entrevista ao Observatório, afirma que a Secretaria de Educação Básica (SEB) está trabalhando para integrar aos poucos essas políticas. "Hoje, temos programas como o Pró-Formação, Pró-Ifem e o Pró-Infantil, que, juntos, se complementam e apontam para uma diretriz de educação básica de qualidade e com continuidade", afirma Chagas.

Para o secretário, a Rede Nacional de Centros de Pesquisa e Desenvolvimento da Educação é o projeto de formação continuada que tem esse tom de integração. "Em termos de formação inicial, estamos completando o trabalho do Pró-Formação, fechando o ciclo de educação infantil e fundamental com o Pró-Ifem e o Pró-Infantil. A Rede promove duas grandes mudanças: primeiro, coloca nas mãos das universidades a formação continuada, compartilhando esse processo com o ambiente acadêmico; segundo, promove a interação entre universidades e o sistema", diz. Para o secretário, não basta investir em preparação, se as universidades não dialogam com a demanda que está sendo posta pelo sistema. "Nossa proposta é eliminar essa lacuna", completa.

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Lacunas e fragmentação marcam políticas de formação do MEC

Mobilização Nacional por uma nova Educação Básica

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